Viagem

"Quando nada aqui fora me agrada, me isolo, me esqueço, fecho os olhos... E desapareço."

terça-feira, 6 de setembro de 2016

'Rumo ao rumo'



Sensações e intuições me apertam o peito
Mas eu insisto no despeito
Talvez pelo não respeito de mim mesmo
Que eu ainda viva a esmo
E mais uma vez saio do rumo
Por uma sutil coincidência que surge após sua tomada
Coincidência que vem, ilude e depois parte
Que briga com minha intuição
Deixando minha coragem isolada

Coincidência que insiste em me cobrir de tolice
Que acredita na minha cegueira
Tá na hora de partir...



Priscila...

terça-feira, 19 de julho de 2016

'O POÇO SECO'



Elas foram muitas, milhares e milhares
Tantas que nem sabiam o por que de existirem
Elas doíam e sempre em vão, mas não se contiam
Nem pediam permissão, mas lá estavam elas então
Logo se via, ou ouvia e pensavam "não, não... não tem que ser assim
Não tem que ser ruim
E por muito e muito tentaram e falharam
Um dia então elas secaram e com elas cessou-se a dor, com elas foi-se a ilusão.

Talvez exista um poço pra cada tipo "delas"...
O poço da aflição, o poço da saudade, o poço da ilusão e o da felicidade
O poço do desespero de não saber a solução
O poço de saber, mas de ter sido em vão
O poço do nada, o poço da calma
O poço que limpa a alma
São tantos poços que não caberiam nessa observação
Apenas o poço da felicidade que aguardo transbordar, pois é o que mais se demora a saciar

E logo então, espero me derramar
Independente da razão e da emoção que faz chorar
Que seja boa e não se apresse a findar.

Agora, então, eu sorrio por mim, melhor do que se afogar no poço da indiferença
Pois tenho comigo essa crença de que...
Nem tudo é por conveniência.




Priscila...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

'Reflexão parte II'




Ao caminhar, começo a prestar atenção aos meus passos e há apenas uma pegada.
Me concentro e ouço uma respiração, a minha
Eu paro e não sinto nada além do frio ranger em meus ossos.
Minha pele já não queima, não sente a vida.
Não há portas neste corredor sombrio, disseram- me que a saída está lá no fim, mas demorarei a chegar.
Insistir no heroísmo já não será eficaz, o altruísmo aqui, jaz.
Sinto algo quente em minha mão... Uma seringa de compaixão, de amor próprio é o que eu precisava então.
Injeto- me de torpor e sinto o calor novamente
Sinto mãos me guiando, ninguém conhecido neste longo corredor sombrio e quase sem fim.
Então flutuo para um caminho incerto e sem luz, mas lá no fim há uma luz... Ou talvez não há.
Algo espera por mim no final, enquanto vou sozinha por este caminho de desilusões
Enquanto procuro algum significado para mim
Enquanto penso se o amor é mesmo relevante
Enquanto entendo a importância de seu poder
Enquanto ele me mostra que não é nada do que sempre imaginei ser
Ou será que eles não são todos iguais, ou o meu não serve para ninguém.


Priscila...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

'Medo'




"O que te leva para tão longe?
Quando procuro aquele olhar
Quando um sorriso é obrigado
Quando um beijo é implorado
Antes tão anciado
E de repente tanto faz...

Eu tenho medo
Quando está aqui, mas não está
Quando minha voz perde seu som
Quando meu toque é distante
Quando há amor num instante
E no outro ele se " vai"
Quando já não me recebes com ternura
Quando deixa fluir essa aura escura
Que me repele, me toca a pele e ao sentimento trai

Será que não vês?
Perdi o melhor de ti
Talvez já tenha feito tudo
E agora, mesmo tentando,
estás cansado de tentar...

O quanto valho pra ti?
O que sentes de mim?
Como é o meu olhar
E minha boca à te beijar?
O que flui do meu sorriso
Posso parar de sorrir
Ou ainda há o paraíso?

Quando se fecha em seu mundo
Me afasto do nosso
Me vejo isolada 
Me vejo envelhecida e cansada
Quando me exclui de seu mundo
O ciclo interrompe
O elo se rompe
O que deveria ser cumplicidade
Se torna apenas estranheza...

Minha vaidade
Ver seu sorriso por me ver
Ver seu olhar de ansiedade
De se esquecer do mundo
Para viver nossa verdade

Meu desespero
De me perder sem que doa
De não ter sua saudade
De já não ser sua vaidade
De permanecer no que não sabia
Que tanto chorei
Enquanto você dormia

Meu desejo
De ter uma chance de sua amizade
De não ser uma estranha de repente
De não receber castigos desmerecidos
De ter meu amor de outrora novamente...

Meu desespero
De te perder facilmente
De não me querer mais
Saber que não posso controlar
De envelhecer em dobro
De um dia não ter mais forças
De jogar tudo pro alto
De não ter o seu amor...

Verdades
O amor era precioso
Os sentimentos ouvidos
E ambos valorizados...

O que te tranca em seu mundo?
Tão de repente e sombrio
O envolvente se torna frio
E me torna isolada num espaço
Com sua presença e vazio...

Minha tristeza
Sentir que fui um mal pra ti
Que sua vida seria outra
Que sua solidão poderia ser de verdade
Sentir que já não tenho encanto
Que estou perdendo o controle
E que talvez não haja escolha
Saber que depois de bons momentos
Sempre virá a estranheza

E ela sempre vem...
Sem mais e nem menos
Apenas vem
Deixa seu veneno
E me tira um pedaço de ti
Cada dia mais...
E tenho medo

Pois não controlo
Apenas choro
E é só o que tenho
Além de amor

Nós tínhamos tudo
Quando não tínhamos nada...



Priscila...

domingo, 3 de janeiro de 2016

'A Dor dos Meus Dias'



Angústia e desespero
Aflição e desamparo
Meu antigo lar se foi
Meu primeiro amor se vai
Aos poucos me deixando
E a insanidade me toma
Quem sabe um dia ela me tenha

Dias cheios de euforia
De paixão inconsequente
É o que me traz a nostalgia
Dias de dedicação
De carinhos infinitos
Quando Jó sua paciência nos trazia
E os finais dos dias eram de alegria

Num ciclo vicioso ainda me encontro
Numa decisão incerta que me atormenta
No medo de despertar de um longo sonho
De saber que a ilusão nos sustenta

Sua alma superficial te toma
E me expulsa, me trai
Superfície ou alterego?
Temo descobrir e ter que partir
Essa alma não me quer
E te quer por inteiro
Sugando sua virtude

Virtude e vigor 
Preenchiam nossas vidas
A chama daquilo que nos unia
Se esvaindo pelo combustível
Que agora tem o controle
Uma vez força da natureza
Agora algo sem voz

Outra alma tentando sobreviver à dor
Suas palavras são tomadas como ofensa
Durante os dias creio ter o amor
E em seus finais a melancolia e sua ausência

Mas meu antigo lugar ser foi
Por razões de orgulho próprio
O desamparo me tem
Em cada fim de dia
Depois de alguns de euforia



Priscila...

terça-feira, 24 de novembro de 2015

'KARMA'




Dia após dia e um de cada vez
Na alma a agonia de que não se sabe o que fez
Ou talvez saiba, mas ela finge
Prefere acreditar que são coincidências
Enquanto leva nos lábios a alegria num sorriso devez

Sorri para o amor
Esse que bate à porta e depois foge
E volta e bate outra vez
Dia após dia e um de cada vez

Crente que essa sina, sempre levará consigo
Seu karma amigo que colheu em suas plantações
Algumas boas, outras nem tanto, outras ainda pior
Colherá sempre só ao som dessas canções

É só esse tal do amor batendo na porta
E correndo outra vez
Dia após dia.. Sempre um de cada vez
É o que me foi destinado



Priscila...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

'Força da Natureza'





Uma vez já desejada
Uma vez já proibida
Uma vez já preservada
Uma vez tão tentadora
Anseia ainda ser querida

Suas brisas tornaram-se fracas
A face que toca não sente o seu frescor
Seus caminhos de mistérios
Não provocam mais torpor
Não instiga a alma que por eles trilham

A voz que falava com a natureza
Tem se trancado em seu mundo
Seu corpo se sente perdido
Em meio a um amor tão profundo
O amor que vem da natureza

Seu ar parece sufocá-lo
Ainda assim se sente amada
Mas a natureza teme afastá-lo
Fazendo-o buscar sua própria jornada
Sem a natureza amada

Sua força o prendia
Seu amor o rendia
Seus caminhos marcaram encontros
Testemunhando uma saudade 
Exasperada e deliciosa.

Você é minha força da natureza
Me torno fraca em seus olhos
Fraca em seus braços que se recolhem
Enquanto espero o olhar que flameja
Enquanto te vejo desaparecer e penso...
"Eu tenho a ti e não te tenho".



Priscila...

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